segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
NOVA RECORDISTA DOS 10 Km CHEGOU A SP COM R$ 52,00
Sinônimo de superação e força de vontade, simplesmente Simone Alves da Silva...
Em uma tarde de gala no Ibirapuera, Simone Alves da Silva derrubou mais um recorde da grande Carmem Oliveira. Ela correu os 10.000 m em 31min16s56, estabelecendo nova marca sul-americana. Com esse tempo, Simone, 26, também conseguiu índice para participar do Pan de Guadalajara, em outubro, e do Mundial de Daegu, na Coreia do Sul.
A vitória mostra a consistência da evolução de Simone, que foi a melhor brasileira na São Silvestre do ano passado e que, em maio último, também na pista do Ibirapuera, quebrou o recorde sul-americano dos 5.000 m –outra marca de Carmem Oliveira que já estava na maioridade.
Acima de tudo, as conquistas demonstram a determinação dessa baiana de Morro do Chapéu, que chegou a São Paulo há dez anos sem dinheiro nem trabalho, apenas com a vontade de ser atleta.
“Mãe, vou para São Paulo. Vou treinar com o técnico do Marílson, mãe, do Marílson!!!”, disse a menina de apenas 16 anos à mãe, que trabalhava como lavadeira em Jacobina, onde a família vivia na época.
Simone, que começara a correr com 14 anos, depois de uma brincadeira, uma gincana com colegas de escola, já tinha se entusiasmado com o mundo das corridas de rua. Obteve alguns bons resultados na região, e um amigo acabou apresentando a garota para o técnico Adauto Domingues, que viu nela grande potencial.
Convencer a mãe até foi fácil, difícil foi arranjar dinheiro. A mãe não tinha de onde tirar e pôde apenas dar R$ 2 a Simone, que conseguiu com amigos e parentes na cidade outros R$ 50; a passagem em um ônibus clandestino foi de graça, e enfim a garota desembarcou em São Paulo.
Seu abrigo foi com a irmã, que já estava havia alguns anos na cidade grande e trabalhava como cabeleireira. Simone queria treinar e participar de corridas de rua, tentar beliscar um pódio, algum prêmio. Mas só com isso não dava para viver.
“Trabalhei como babá, fui faxineira, vendia lingerie para as colegas de corrida”, lembrou ela hoje, depois de sua bela vitória na pista do Ibirapuera.
O suficiente para se manter, mas não para garantir uma alimentação adequada para uma atleta: “Teve época em que eu comia pipoquinha doce no café, no almoço e na janta; era o que dava”.
Os treinos e as corridas era seu esteio, e os colegas de atletismo uma nova família – literalmente: durante dois anos morou na casa da família de Adauto Domingues e na equipe veio a conhecer seu marido, com quem vive hoje em uma casa alugada em São Caetano.
Situação bem melhor do que a enfrentada há pouco mais de dois anos, quando o casal tinha de morar com a sogra de Simone, em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Ela e Carlos levavam até três horas de ônibus para chegar aos treinos e ainda precisavam fazer bico, como o trabalho de sacoleira de Simone.
Até que Adauto apresentou a garota aos patrocinadores, e ela acabou sendo contratada. Com renda fixa, ganhou tranquilidade, os resultados melhoraram, a família teve mais paz. E o casal continuou sempre se ajudando, tanto que Carlos deu um tempo em seus treinos específicos também é corredor de 5.000 m e 10.000m para servir de coelho durante a preparação de Simone.
O resultado está se vendo nas pistas brasileiras. Em breve, em pistas internacionais.
Em uma tarde de gala no Ibirapuera, Simone Alves da Silva derrubou mais um recorde da grande Carmem Oliveira. Ela correu os 10.000 m em 31min16s56, estabelecendo nova marca sul-americana. Com esse tempo, Simone, 26, também conseguiu índice para participar do Pan de Guadalajara, em outubro, e do Mundial de Daegu, na Coreia do Sul.
A vitória mostra a consistência da evolução de Simone, que foi a melhor brasileira na São Silvestre do ano passado e que, em maio último, também na pista do Ibirapuera, quebrou o recorde sul-americano dos 5.000 m –outra marca de Carmem Oliveira que já estava na maioridade.
Acima de tudo, as conquistas demonstram a determinação dessa baiana de Morro do Chapéu, que chegou a São Paulo há dez anos sem dinheiro nem trabalho, apenas com a vontade de ser atleta.
“Mãe, vou para São Paulo. Vou treinar com o técnico do Marílson, mãe, do Marílson!!!”, disse a menina de apenas 16 anos à mãe, que trabalhava como lavadeira em Jacobina, onde a família vivia na época.
Simone, que começara a correr com 14 anos, depois de uma brincadeira, uma gincana com colegas de escola, já tinha se entusiasmado com o mundo das corridas de rua. Obteve alguns bons resultados na região, e um amigo acabou apresentando a garota para o técnico Adauto Domingues, que viu nela grande potencial.
Convencer a mãe até foi fácil, difícil foi arranjar dinheiro. A mãe não tinha de onde tirar e pôde apenas dar R$ 2 a Simone, que conseguiu com amigos e parentes na cidade outros R$ 50; a passagem em um ônibus clandestino foi de graça, e enfim a garota desembarcou em São Paulo.
Seu abrigo foi com a irmã, que já estava havia alguns anos na cidade grande e trabalhava como cabeleireira. Simone queria treinar e participar de corridas de rua, tentar beliscar um pódio, algum prêmio. Mas só com isso não dava para viver.
“Trabalhei como babá, fui faxineira, vendia lingerie para as colegas de corrida”, lembrou ela hoje, depois de sua bela vitória na pista do Ibirapuera.
O suficiente para se manter, mas não para garantir uma alimentação adequada para uma atleta: “Teve época em que eu comia pipoquinha doce no café, no almoço e na janta; era o que dava”.
Os treinos e as corridas era seu esteio, e os colegas de atletismo uma nova família – literalmente: durante dois anos morou na casa da família de Adauto Domingues e na equipe veio a conhecer seu marido, com quem vive hoje em uma casa alugada em São Caetano.
Situação bem melhor do que a enfrentada há pouco mais de dois anos, quando o casal tinha de morar com a sogra de Simone, em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Ela e Carlos levavam até três horas de ônibus para chegar aos treinos e ainda precisavam fazer bico, como o trabalho de sacoleira de Simone.
Até que Adauto apresentou a garota aos patrocinadores, e ela acabou sendo contratada. Com renda fixa, ganhou tranquilidade, os resultados melhoraram, a família teve mais paz. E o casal continuou sempre se ajudando, tanto que Carlos deu um tempo em seus treinos específicos também é corredor de 5.000 m e 10.000m para servir de coelho durante a preparação de Simone.
O resultado está se vendo nas pistas brasileiras. Em breve, em pistas internacionais.
sábado, 27 de agosto de 2011
DESCUBRA O PRAZER DE CORRER
Exercícios aeróbios aumentam a liberação de neurotransmissores que geram bem-estar e felicidade; faça essa terapia!
Está comprovado cientificamente que atividades aeróbias como correr proporcionam benefícios para a saúde mental como a redução do nível de estresse, maior concentração e produção no trabalho e melhora de humor no dia a dia. Dentre outros motivos, isso acontece porque esses exercícios aumentam os níveis cerebrais de algumas categorias de neurotransmissores que afetam a mente positivamente.
Por exemplo, durante a corrida, o corpo libera fenilalanina, um neurotransmissor estimulante que aumenta a atividade e agilidade mental. Em razão disso, as pessoas geralmente são capazes de se concentrar melhor depois de exercícios do que em outros momentos.
Já as endorfinas são parcialmente responsáveis pela ‘euforia do corredor’, ou o prazer de correr. Com a atuação delas, mesmo com a exigência de um ‘trabalho duro’ do corpo, o desejo de continuar e ir cada vez mais longe é mais forte. Outros importantes neurotransmissores são a noradrenalina, que aumenta o estado de alerta; a dopamina, que eleva o humor; e a serotonina, comumente visada por antidepressivos pelo efeito calmante e de equilíbrio químico no cérebro.
Os neurotransmissores têm um grande papel na sensação de prazer, mas segundo os autores de “O Corpo do Corredor”, “é pouco provável que os neurotransmissores em geral sejam completamente responsáveis pelo prazer de correr”. Isso se dá porque além de levar as substâncias químicas cerebrais indutoras de prazer mencionadas há pouco, correr também muda o ritmo da atividade cerebral. Assim, induz um padrão rítmico de disparo neural conhecido como estado de ondas alfa, o qual é associado às sensações de tranquilidade e bem-estar.
Além disso, um número crescente de psiquiatras acredita que os exercícios aeróbios são a melhor terapia de humor disponível, por terem visto através de estudos empíricos a redução do número de deprimidos e da utilização de antidepressivos em pessoas em tratamento. Quando praticados de modo constante, há um aumento geral de felicidade. Por isso, não perca tempo e comece a correr para trazer mais prazer para a sua vida!
Fonte: TUCKER, R.; DUGAS, J.; FITZGERALD, M. O Corpo do Corredor – Como as últimas descobertas podem ajudá-lo a correr com mais vitalidade, velocidade e a percorrer maiores distâncias.
São Paulo: Editora Gente, 2010. 330 p.
Está comprovado cientificamente que atividades aeróbias como correr proporcionam benefícios para a saúde mental como a redução do nível de estresse, maior concentração e produção no trabalho e melhora de humor no dia a dia. Dentre outros motivos, isso acontece porque esses exercícios aumentam os níveis cerebrais de algumas categorias de neurotransmissores que afetam a mente positivamente.
Por exemplo, durante a corrida, o corpo libera fenilalanina, um neurotransmissor estimulante que aumenta a atividade e agilidade mental. Em razão disso, as pessoas geralmente são capazes de se concentrar melhor depois de exercícios do que em outros momentos.
Já as endorfinas são parcialmente responsáveis pela ‘euforia do corredor’, ou o prazer de correr. Com a atuação delas, mesmo com a exigência de um ‘trabalho duro’ do corpo, o desejo de continuar e ir cada vez mais longe é mais forte. Outros importantes neurotransmissores são a noradrenalina, que aumenta o estado de alerta; a dopamina, que eleva o humor; e a serotonina, comumente visada por antidepressivos pelo efeito calmante e de equilíbrio químico no cérebro.
Os neurotransmissores têm um grande papel na sensação de prazer, mas segundo os autores de “O Corpo do Corredor”, “é pouco provável que os neurotransmissores em geral sejam completamente responsáveis pelo prazer de correr”. Isso se dá porque além de levar as substâncias químicas cerebrais indutoras de prazer mencionadas há pouco, correr também muda o ritmo da atividade cerebral. Assim, induz um padrão rítmico de disparo neural conhecido como estado de ondas alfa, o qual é associado às sensações de tranquilidade e bem-estar.
Além disso, um número crescente de psiquiatras acredita que os exercícios aeróbios são a melhor terapia de humor disponível, por terem visto através de estudos empíricos a redução do número de deprimidos e da utilização de antidepressivos em pessoas em tratamento. Quando praticados de modo constante, há um aumento geral de felicidade. Por isso, não perca tempo e comece a correr para trazer mais prazer para a sua vida!
Fonte: TUCKER, R.; DUGAS, J.; FITZGERALD, M. O Corpo do Corredor – Como as últimas descobertas podem ajudá-lo a correr com mais vitalidade, velocidade e a percorrer maiores distâncias.
São Paulo: Editora Gente, 2010. 330 p.
POR QUE EU CORRO???
Tem gente que começa o dia com um bom banho, eu preciso do asfalto, de uma boa corrida, começo o dia correndo o banho vem depois, minha primeira higiêne é mental, o asfalto é o melhor remédio, a melhor terapia, o melhor divã, a cada passada sinto que posso ir cada vez mais longe, calço meu tênis e a cada quilômetro, a cada gota de suor, deixo tudo para traz, não é questão de fugir dos problemas è questão de colocá-los em seu devido lugar...lá atráz, penso, resolvo,esqueço meus problemas correndo...
A corrida faz parte do meu dia, a corrida faz parte da minha vida, todos os dias...
Às vezes as pessoas me perguntam: "por que é que vc corre"?
Corro porque a corrida mudou minha vida para melhor, corro pelo simples prazer de celebrar a vida, pelo simples fato de completar o percurso, corro porque aprendi que a vida é feita de pequenas vitórias, corro para conhecer novos e incríveis lugares, determinação e perseverança me fazem mais forte, corro só para superar as adversidades...
Já me perguntaram: "mas o que é que vcs ganham"?
Essa só quem corre sabe... a adversidade nos convida a questionar nossas limitações, nos convida a experimentar com intensidade a vida e sentir o quanto somos fortes, SÓ QUEM CORRE SABE...
A corrida faz parte do meu dia, a corrida faz parte da minha vida, todos os dias...
Às vezes as pessoas me perguntam: "por que é que vc corre"?
Corro porque a corrida mudou minha vida para melhor, corro pelo simples prazer de celebrar a vida, pelo simples fato de completar o percurso, corro porque aprendi que a vida é feita de pequenas vitórias, corro para conhecer novos e incríveis lugares, determinação e perseverança me fazem mais forte, corro só para superar as adversidades...
Já me perguntaram: "mas o que é que vcs ganham"?
Essa só quem corre sabe... a adversidade nos convida a questionar nossas limitações, nos convida a experimentar com intensidade a vida e sentir o quanto somos fortes, SÓ QUEM CORRE SABE...
Assinar:
Comentários (Atom)